A
cada dia que passa, ou melhor, a cada dia que ando de ônibus percebo que
podemos sempre descobrir coisas novas. Hoje constatei que a palavra DESCULPA é, acredito eu, uma das palavras
mais banalizadas que existe. Por quê? Vou explicar.
Todos
sabermos que o transporte público coletivo é muito conturbado certo? Estava eu,
esperando o Move 82, e como sempre a plataforma estava lotada e o ônibus já se
aproximava. A pessoa que estava atrás de mim nem esperou o ônibus parar, muito
menos abrir a porta, foi logo me empurrando. Eu olhei para trás e com a calma
que não tenho disse: “não precisa empurrar” (aposto que vocês acharam que eu
iria brigar com a sujeita né). Mas, acreditem, não fiz barraco. Ela me pediu
desculpas. Se pretendia empurrar porque pedir desculpas? Entenderam como pedir
desculpas é banal?
Tem uma
musica do meu amado Renato Russo que diz que DESCULPAS NEM SEMPRE
SÃO SINCERAS, QUASE NUNCA SÃO. Se você que agora lê este simplório texto, empurrou,
magoou, foi grosseiro ou grosseira, não se desculpe, por quê? Resposta simples,
provavelmente suas desculpas não são verdadeiras. Você quis empurrar para
entrar mais rápido no ônibus, magoou e foi grosseiro (a) porque no fundo você quis
ser.
Pense
antes de fazer. Não use a palavra DESCULPA como se ela fosse uma borracha. Nossas
ações são como canetas com tinta permanente, nunca se apagam.
Pensem
nisso, e obrigada por chegar ate o fim.

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