sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Desculpas




A cada dia que passa, ou melhor, a cada dia que ando de ônibus percebo que podemos sempre descobrir coisas novas. Hoje constatei que a palavra DESCULPA é, acredito eu, uma das palavras mais banalizadas que existe. Por quê? Vou explicar.
Todos sabermos que o transporte público coletivo é muito conturbado certo? Estava eu, esperando o Move 82, e como sempre a plataforma estava lotada e o ônibus já se aproximava. A pessoa que estava atrás de mim nem esperou o ônibus parar, muito menos abrir a porta, foi logo me empurrando. Eu olhei para trás e com a calma que não tenho disse: “não precisa empurrar” (aposto que vocês acharam que eu iria brigar com a sujeita né). Mas, acreditem, não fiz barraco. Ela me pediu desculpas. Se pretendia empurrar porque pedir desculpas? Entenderam como pedir desculpas é banal?
Tem uma musica do meu amado Renato Russo que diz que DESCULPAS NEM SEMPRE SÃO SINCERAS, QUASE NUNCA SÃO. Se você que agora lê este simplório texto, empurrou, magoou, foi grosseiro ou grosseira, não se desculpe, por quê? Resposta simples, provavelmente suas desculpas não são verdadeiras. Você quis empurrar para entrar mais rápido no ônibus, magoou e foi grosseiro (a) porque no fundo você quis ser.
Pense antes de fazer. Não use a palavra DESCULPA como se ela fosse uma borracha. Nossas ações são como canetas com tinta permanente, nunca se apagam.


Pensem nisso, e obrigada por chegar ate o fim.

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